terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

OLHANDO PARA TRÁS


OLHANDO PARA TRÁS-GRACINDA ROSA

Uma menina que aprendeu a ler sozinha:

"Cheia de alegria,fui virando página por página, e lendo lição após lição"....."Poderia haver felicidade maior? Isso no dia do meu aniversário." Gracinda Rosa,Olhando para trás, p.66
Sua herança maior foi um tesouro que tem até hoje.
 
Era a Cindinha, que amava "a casa da paineira"

"Quem poderia imaginar que eu era uma pessoa toda feita de pequenos amores que enfeitavam meus dias?" G R.

Os cinemas estão na suas memórias:

 
  NITEROI-RJ

 

Os bondes lhe causavam forte impressão, quando veio para Niterói.Talvez transportassem seus sonhos de menina.
 
 
 
As marchinhas de carnaval como"Nós somos todos do jardim de infância...," e muitas outras, fazem parte de suas lembranças:
 
"Os anos de Liceu foram muito muito significativo em minha juventude."p 112.
quem lê " Olhando para trás" pode conhecer certas delicadezas , elegâncias e a força de quem vai a uma festa vestida com...Mas aí , só lendo mesmo!



Só podia ser um caso especial : saber, saber, saber, escrever suas deliciosas  memórias, terminar num Clube que quer ler sua história.
 
Grata, Gracinda Rosa, pela viagem deliciosa a esse passado tão rico de suas lembranças.
 
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 Imagens do Google,Niteroi-antigo(Face) e arquivo pessoal de Eloisa Helena(Helentry).


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sobre o coração

Eras a casa, o lugar
onde o sol
ardia sobre a pedra,
a pedra sobre o mundo,
o mundo sobre o coração.
Como podias, uma
a uma, suportar as lágrimas
do mundo, ninguém sabia:
o lugar do sol
era a casa – e ardia.


     Eugênio de Andrade

domingo, 20 de janeiro de 2013

A saudade das folhas






A SAUDADE DAS FOLHAS


Sobre o meu banco ancião, junto às árvores tortas,

venho sofrer o outono da alameda.
Há um ranger enervante e bom de folhas mortas

na paisagem finíssima de seda.



E estende-se a meus pés a tristeza de tudo

que fui, que foste, do que sou, do que és...

E as árvores também têm, no chão de veludo,

a saudade das folhas a seus pés...

Guilherme de Almeida.




 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma homenagem ao grande Dalcidio Jurandir

A Casa de Cultura Dalcídio Jurandir, convida os amigos para homenagem coletiva dos 104 anos de nascimento do escritor no dia 10 de janeiro de 2013.
Disponibilizamos citações que remetem a ideologia do marajoara que fez da militância poética a função social de sua obra.
Pedimos aos amigos que, desde já, preparem seus poemas, citações e textos favoritos e façam postagens no mural do evento, compartilhando, também, com seus amigos os textos postados por outros.
Nosso objetivo maior é aproveitar a data para encharcar o Brasil com a aquonarrativa de Dalcídio, pondo em movimento a redescoberta do autor pela crítica nacional, como proposto pelo amigo, Profº Paulo Nunes. c/c Casa Dalcídio Jurandir Ccdj


Texto copiado do Face da Casa Dalcidio Jurandir!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Uma poesia de Angola

 
PRELÚDIO
  
Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
  Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
  Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada...
  Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
  Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...
  Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias
que costumavas contar...
  Muitos partiram p'ra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...
  Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.
  É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada..
Lisboa, 1951 (Poemas, 1966




ALDA LARA (Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque. Benguela, Angola, 9.6.1930 - Cambambe, Angola, 30.1.1962). Era casada com o escritor Orlando Albuquerque. Muito nova veio para Lisboa onde concluíu o 7º ano dos liceus. Frequentou as Faculdades de Medicina de Lisboa e Coimbra, licenciando-se por esta última. Em Lisboa esteve ligada a algumas das actividades da Casa dos Estudantes do Império. Declamadora, chamou a atenção para os poetas africanos. Depois da sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira instituiu o Prémio Alda Lara para poesia. Orlando Albuquerque propôs-se editar-lhe postumamente toda a obra e nesse caminho reuniu e publicou já um volume de poesias e um caderno de contos. Colaborou em alguns jornais ou revistas, incluindo a Mensagem (CEI). Figura em: Antologia de poesias angolanas,Nova Lisboa, 1958; amostra de poesia in Estudos Ultramarinos, nº 3, Lisboa1959; Antologia da terra portuguesa - Angola, Lisboa, s/d (196?)1; Poetas angolanos, Lisboa, 1962; Poetas e contistas africanos, S.Paulo, 1963; Mákua 2 - antologia poética, Sá da Bandeira, 1963; Mákua 3, idem; Antologia poética angolana, Sá da Bandeira, 1963; Contos portugueses do ultramar - Angola, 2º vol, Porto, 1969. Livros póstumos: Poemas, Sá da Bandeira, 1966; Tempo de chuva (c), Lobito, 1973
 
Escritora Alda Lara, foi uma poetisa angolana, que criou uma grande produção poética, publicada apenas após a sua morte, através da recolha dos seus poemas feita pelo seu marido. Wikipedia
Nascimento: 9 de junho de 1930, Benguela
Falecimento: 30 de janeiro de 1962, Cambambe

http://www.google.com/imgres?start=129&num=10&hl=pt-BR&tbo=d&biw=1192&bih=542&tbm=isch&tbnid=FoGg5sQT9KiH3M:&imgrefurl=http://helpcatalogacao.blogspot.com/2011/03/cancao-de-ninar.html&docid=9xO6sqnLrH9JFM&imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_qmUsVCruM6c/TCVM8K1yxiI/AAAAAAAAAsA/iPZV5b6DjEA/s1600/la_1912_mab.JPG&w=449&h=647&ei=LOPoUO_COc-G0QGGwIGADg&zoom=1&iact=hc&vpx=964&vpy=105&dur=8199&hovh=270&hovw=187&tx=133&ty=119&sig=117987528850280034138&page=6&tbnh=132&tbnw=99&ndsp=26&ved=1t:429,r:34,s:100,i:106